Tuesday, May 28, 2013
Saturday, May 06, 2006
Nossos oceanos
Por muito tempo, a vida marinha tem ficado aberta para ser
explorada por quem quer que tenha
os meios para tal. Avanços rápidos na tecnologia significaram que a habilidade,
alcance e poder dos barcos e equipamentos usados para explorar a vida marinha
agora superam em muito a habilidade da natureza de se manter. Se a situação for
deixada como está, haverá conseqüências inalcançáveis para o meio ambiente
marinho e as pessoas que dependem dele.
A vida marinha se apresenta através
uma variedade incrível de formas e tamanhos – do plâncton microscópico às
maiores das grandes baleias.
Ainda assim, muitas espécies foram ou estão
sendo levadas à extinção devido ao devastador impacto humano.
Por muito
tempo, a vida marinha tem ficado aberta para ser explorada por quem quer que
tenha os meios para tal. Avanços rápidos na tecnologia significaram que a
habilidade, alcance e poder dos barcos e equipamentos usados para explorar a
vida marinha agora superam em muito a habilidade da natureza de se manter. Se a
situação for deixada como está, haverá conseqüências inalcançáveis para o meio
ambiente marinho e as pessoas que dependem dele.A viagem Defendendo nossos
Oceanos irá expor essas ameaças, confrontar os vilões e promover soluções como
uma rede global de parques oceânicos chamados reservas marinhas. As ameaças
principais aos nossos oceanos incluem:
Pesca industrial
Navios
gigantescos, usando modernos equipamentos, podem localizar com exatidão cardumes
de peixes. Essas frotas industriais superaram os limites ecológicos do oceano.
Conforme os peixes grandes vão desaparecendo, peixes menores tornam-se alvos, e
assim sucessivamente. (O doutor Daniel Pauly, um canadense especialista em
pesca, adverte que, se essa escala continuar como está, nossos filhos comerão
águas-vivas).
Resumindo: mais e mais pessoas estão competindo por menos e
menos peixes e piorando a crise nos oceanos já existente.
Captura Acidental
(Bycatch)
Práticas modernas de pesca são incrivelmente devastadoras. Todos
os anos, redes de pesca matam até 300 mil baleias e golfinhos em todos em todo o
mundo. O enredamento é uma das maiores ameaças para muitas espécies. Além disso,
algumas práticas de pesca destroem o habitat e seus habitantes. O arrastão no
fundo do mar, por exemplo, acaba com antigas florestas de corais inteiras e
outros ecossistemas delicados. Em algumas áreas, tal prática é equivalente a
arar a terra várias vezes ao ano.
Pescas injustas
Como os campos de
pesca tradicional do hemisfério norte desmoronaram, a capacidade de pesca
voltou-se de maneira firme para a África e o Pacífico. Piratas que ignoram leis
e literalmente roubam peixe estão tirando sustento e segurança alimentar de
algumas das regiões mais pobres do mundo. As frotas que pescam legalmente pagam
apenas uma pequena porcentagem de lucro para os países africanos ou do Pacífico.
Fazendas de pesca
A aqüicultura (cultura em fazendas de peixes e
moluscos) é normalmente apontada como o futuro da indústria de pesca. Mas a
cultura do camarão é talvez a mais destrutiva, insustentável e injusta indústria
do mundo. Eliminação de mangues, destruição de áreas de pesca, assassinatos e
tomadas de terra de comunidades são fatos constantemente registrados.
A
indústria da cultura do salmão também prova que as fazendas não são solução – é
preciso aproximadamente 4 quilos de peixe pego na natureza para produzir 1 quilo
de peixe desenvolvido em fazenda.
Aquecimento global
O oceano e seus
habitantes serão irreversivelmente afetados pelos impactos do aquecimento global
e as mudanças no clima. Os cientistas afirmam que, ao aumentar a temperatura das
águas do mar, o aquecimento global irá aumentar o nível dos oceanos e mudar as
correntes marítimas. Os efeitos já começam a ser sentidos. Espécies inteiras de
animais marinhos e peixes estão sob risco com o aumento da temperatura – eles
simplesmente não conseguem sobreviver em condições alteradas. Exemplo: o aumento
da temperatura nas águas foi apontado como responsável pelo branqueamento e
morte de extensas áreas de corais.
Poluição
Outro impacto significativo
da atividade humana no ambiente marinho é o da poluição. A mais visível e
familiar é aquela causada por petróleo derramado em acidentes com petroleiros.
Ainda assim, apesar da escala e da visibilidade desse impacto, a quantidade
total de poluentes que chegam ao mar por vazamentos de petroleiros é diminuta se
comparada aos poluentes trazidos de outras fontes. Tais fontes incluem esgoto
humano, descargas industriais, dejetos urbanos, acidentes, transbordamentos,
explosões, abandono de grandes estruturas e ferro-velho, mineração, pesticidas e
nutrientes da agricultura que chegam ao mar, desperdício de fontes de calor e
liberação de radioatividade.
Defendendo nossos oceanos
Mudanças
fundamentais são necessárias na maneira como tratamos nossos oceanos. Isso
significa que devemos agir para que as atividades humanas sejam sustentáveis,
ou, em outras palavras, que elas consigam suprir as necessidades atuais e
futuras da humanidade sem causar danos ao ambiente. Para isso, os governos devem
guardar 40% de nossos oceanos como áreas de reserva marinha. As reservas
marinhas podem ser definidas como espaços nos quais a exploração de qualquer
recurso vivo será impedida, assim como a exploração de recursos não-vivos como
areia, cascalho e outros minerais.
Amazônia: O Berço da Vida
As imagens do fogo descontrolado consumindo a floresta amazônica são um símbolo poderoso da destruição contínua causada pelo homem. Apenas 1/5 das florestas nativas do planeta continuam intocadas. Dos remanescentes florestais, aproximadamente 1/3 está concentrado
na Amazônia.
Apesar de a destruição da Amazônia ter começado há pelo menos 30 anos, pode parecer surpreendente que mais de 60% da cobertura original de floresta tropical Amazônica ainda seja
virgem. A área total de Floresta Amazônica (mais de 6 milhões km2) tem quase o tamanho da Austrália, é maior do que a Europa Ocidental e quase tão grande quanto os EUA. A floresta está
presente em nove países: Bolívia, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Suriname, Guiana Francesa, Guiana e Brasil. A Bacia Amazônica é o maior reservatório de água doce do planeta.
Quase 1/5 de toda a água do globo flui através de seus rios. O Rio Amazonas tem 6.868 km de extensão (a mesma distância que separa a cidade de Nova Iorque da capital alemã Berlim). O ponto mais profundo do Rio Amazonas chega a 120m, o que é suficiente para mergulhar
a Estátua da Liberdade inteira (que tem 91,5 m de altura). Durante a estação chuvosa (de
novembro a junho), as cheias inundam vastas áreas de florestas. Em alguns rios, a diferença entre o nível da água na estação seca e durante a cheia é igual à altura de um edifício de 8 andares. Na época das cheias, os botos e peixes nadam pela floresta inundada e atuam como importantes polinizadores, comendo os frutos das árvores e dispersando suas sementes.
A Amazônia é uma das áreas mais ricas em diversidade animal e vegetal de todo o mundo. Existem mais espécies de plantas em apenas um hectare de floresta amazônica do que em todo o
continente europeu. Mais de 200 espécies de árvores podem ser contadas em um único hectare e já foram identificadas 72 formigas diferentes vivendo em apenas uma árvore. Nos rios
que cortam a floresta, existem 30 vezes mais espécies de peixes do que em todos os cursos d’água da Europa. A diversidade e o contraste da vida na Amazônia são sensacionais. A
vitória-régia, cujo diâmetro chega a medir 2m, é a maior flor do mundo. A folha da
na Amazônia.
Apesar de a destruição da Amazônia ter começado há pelo menos 30 anos, pode parecer surpreendente que mais de 60% da cobertura original de floresta tropical Amazônica ainda seja
virgem. A área total de Floresta Amazônica (mais de 6 milhões km2) tem quase o tamanho da Austrália, é maior do que a Europa Ocidental e quase tão grande quanto os EUA. A floresta está
presente em nove países: Bolívia, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Suriname, Guiana Francesa, Guiana e Brasil. A Bacia Amazônica é o maior reservatório de água doce do planeta.
Quase 1/5 de toda a água do globo flui através de seus rios. O Rio Amazonas tem 6.868 km de extensão (a mesma distância que separa a cidade de Nova Iorque da capital alemã Berlim). O ponto mais profundo do Rio Amazonas chega a 120m, o que é suficiente para mergulhar
a Estátua da Liberdade inteira (que tem 91,5 m de altura). Durante a estação chuvosa (de
novembro a junho), as cheias inundam vastas áreas de florestas. Em alguns rios, a diferença entre o nível da água na estação seca e durante a cheia é igual à altura de um edifício de 8 andares. Na época das cheias, os botos e peixes nadam pela floresta inundada e atuam como importantes polinizadores, comendo os frutos das árvores e dispersando suas sementes.
A Amazônia é uma das áreas mais ricas em diversidade animal e vegetal de todo o mundo. Existem mais espécies de plantas em apenas um hectare de floresta amazônica do que em todo o
continente europeu. Mais de 200 espécies de árvores podem ser contadas em um único hectare e já foram identificadas 72 formigas diferentes vivendo em apenas uma árvore. Nos rios
que cortam a floresta, existem 30 vezes mais espécies de peixes do que em todos os cursos d’água da Europa. A diversidade e o contraste da vida na Amazônia são sensacionais. A
vitória-régia, cujo diâmetro chega a medir 2m, é a maior flor do mundo. A folha da